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Diretório de Advogados
Flávia T.
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Comentários
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Flávia T.
Comentário ·
há 12 anos
A internet não gosta das mulheres
Bianca Chetto
·
há 12 anos
Achei só que citar "aborto livre", como se isso fosse algo bom, foi uma derrapada do texto.
O resto está perfeito, concordo que as mulheres mereçam tratamento igualitário, direito de se expressarem e serem respeitadas. E que por vezes as próprias mulheres se agridem, o que é uma tristeza.
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Flávia T.
Comentário ·
há 12 anos
Aborto lúcido
Bernardo Penna
·
há 12 anos
Bernardo, estudei na pós em ciências criminais há alguns anos que a origem do aborto sentimental (gravidez decorrente de estupro) é que era comum, no pós-guerra, os vencedores estuprarem as mulheres do povo vencido. Assim, ao jogarem a "semente" no povo vencido, este perderia força para enfrentá-lo futuramente. Isso era uma forma bárbara de reforçar o domínio. O aborto decorrente de estupro era considerado uma forma de defesa contra os opressores. Recorde-se que, no contexto pós-guerra, havia muitas baixas sendo computadas, cidades destruídas, viúvas, órfãos, etc. Não era razoável exigir da população arrasada sentimento de justiça, força e compaixão pelo bebê.
Depois desse contexto se banalizou que toda vida decorrente de estupro deveria ser extirpada, e hoje isso é amplamente aceito.
Quanto ao crime de aborto ter pena menor, francamente, eu penso que deveria ter pena maior. É que no caso de homicídio, se supõe que a pessoa tenha forma de se defender ou de ser auxiliada por outrem (daí a figura da legítima defesa própria ou de terceiro). No aborto não existe essa chance, a brutalidade e a covardia estão presentes sempre. A covardia pela impossibilidade de que a vítima se defenda. A brutalidade porque, até onde sei, o feto é subdividido ainda vivo, e depois retirado do útero em partes por sucção.
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Flávia T.
Comentário ·
há 12 anos
Aborto lúcido
Bernardo Penna
·
há 12 anos
SOBRE A RELIGIOSIDADE DAS PESSOAS, a religião não deve interferir no livre arbítrio de cada indivíduo, que tem o direito de ser ateu. Contudo, se considerarmos que a rede de saúde pública é mantida pela coletividade por meio de impostos, o fato de que esta coletividade é formada por uma maioria de religiosos deve ser levado em conta. Do contrário, forçaríamos as pessoas a pagarem por algo que consideram anti-natural (referindo-me especificamente às pessoas religiosas terem que bancar o aborto das não-religiosas).
Note-se que essa questão não se aplica a outras matérias, porque todas as pessoas, sendo religiosas ou ateias, concordam que educação, segurança, boas estradas, etc., são coisas importantes e não se importam de que o dinheiro que pagaram com impostos se destine a isso.
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Fabiano Scarpini
Comentário ·
há 12 anos
Aborto lúcido
Bernardo Penna
·
há 12 anos
Estou ainda tentando entender que opinião esse comentário expressa. Mulher ser dona do corpo dela é um fato. Mas o feto não é parte do seu corpo.
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Felipe Derrico
Comentário ·
há 12 anos
Aborto lúcido
Bernardo Penna
·
há 12 anos
Um título alternativo à esse seria "Um assassinato lúcido". Realmente é um retrocesso essa discussão sobre aborto. Se até o direito de animais estão cada vez mais sendo reconhecidos, porque os direitos de um ser humano, indefeso no ventre de sua mãe tem que ser tolhido? Que lucidez é essa? E porque a insistência da perseguição religiosa? Sob o manto obscuro da liberdade do corpo e do laicismo (desde de que favorece quem crê na não existência) são propostos temas odiosos sem o pudor. Agora uma provocação, se me permite.. "Como explicar a um religioso de religião x, por exemplo, que ela não pode fazer algo e que o fundamento da lei que proíbe é ateu?". Por favor, um peso, uma medida.
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José Carlos Valim
Comentário ·
há 12 anos
Aborto lúcido
Bernardo Penna
·
há 12 anos
Aborto não é questão de religiosidade. É questão penal, mesmo, por tratar-se de tirar a vida de outrem não obstante ainda não nascido. Tirar a vida é homicídio, com agravantes da peculiaridade de quem não pode se defender. E não se diga que a mulher é dono de seu corpo, porque, efetivamente ela o é, mas não é dono do corpo de outrem, que transitoriamente está nos eu ventre.
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